Ação da FINEP terá R$ 1 bi para fundos de investimento
Divulgado pela FINEP
A FINEP, principal agência brasileira de apoio à inovação, quer alavancar cerca de R$ 1 bi para o apoio a fundos de private equity, venture capital e capital semente. O processo de seleção, iniciado em abril, atraiu 20 propostas de fundos, que juntos pretendem beneficiar mais de 200 empresas. A demanda por capital ultrapassou os R$ 2,5 bi.
Segundo Patrícia Freitas, chefe da unidade de investimentos da FINEP, os números refletem o aquecimento do mercado. “Os fundos apresentam propostas cada vez mais estruturadas, com foco em empresas que possuam potencial para crescer, internacionalizar os negócios e abrir capital na Bovespa. Outro ponto positivo é a chegada de novos gestores. No atual processo de seleção, são 11 os grupos estreantes, renovação que representa mais da metade dos inscritos”, explica.
A decisão sobre quais fundos receberão investimentos acontece entre 26 e 29 de junho, quando os gestores de recursos se apresentarão a uma banca de avaliação formada por especialistas do setor. O objetivo é aprovar 10 novos fundos. No primeiro dia, as reuniões acontecem no Hotel Glória. Nos restantes, na sede da FINEP, no Flamengo, sempre das 9h às 19h. “Durante esta semana, teremos um panorama geral dos planos de atuação dos principais gestores do Brasil”, observa Patrícia.
Os recursos serão aplicados através da Incubadora de Fundos Inovar, estrutura criada pela FINEP para estimular a criação de fundos de venture capital no Brasil. São parceiros da iniciativa: o Fundo Multilateral de Investimentos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (FUMIN/BID), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), do Banco do Brasil Investimentos (BB - BI), da Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA) e dos Fundos de Pensão dos funcionários do Banco do Brasil (Previ), da Petrobras (PETROS) e da Caixa Econômica Federal (FUNCEF). O programa possui hoje R$ 600 milhões comprometidos em 13 fundos, que já investiram em cerca de 50 empresas inovadoras.
FAPES é nova parceira
A principal novidade é a adesão da FAPES, fundo de pensão dos funcionários do BNDES. A instituição torna-se parceira da Incubadora Inovar no momento em que anuncia o desejo de dobrar o volume de recursos investidos em private equity e venture capital. Ricardo Weiss, Diretor de Finanças da Fapes, afirmou que a carteira de aplicações no setor pode chegar a 200 milhões em 2007.
O patrimônio total da instituição é de R$ 4,8 bilhões, dos quais 4% podem ser investidos no segmento de PE e VC, conforme limite aprovado pelo Conselho Deliberativo da Fundação. Atualmente, a FAPES investe cerca de R$ 100 milhões em 10 fundos. O acordo de parceria será assinado no dia 27, às 19h20, na sede da FINEP, na Praia do Flamengo, 200.
Plantando sementes
Para selecionar os fundos que receberão aportes, a FINEP lançou simultaneamente, em abril, a 2ª Chamada Pública do Programa Inovar Semente e a 8ª Chamada de Fundos Inovar Venture Capital. No Programa Inovar Semente, dos cinco candidatos inscritos, quatro passaram pela pré-qualificação e participam da banca. O tamanho médio dos fundos é de R$ 14,4 milhões e cada um deve beneficiar 16 empresas. Além dos parceiros formais da Incubadora, estarão presentes à seleção instituições como: FUMIN/BID, Petrobras, Intel, Firjan, Sebrae/RJ e Datasul.
Em seis anos, o Inovar Semente vai aplicar R$ 300 milhões em cerca de 24 fundos de seed money. A modalidade é focada em apoiar empreendimentos em um estágio pré-operacional, muitas vezes ainda dentro de incubadoras e universidades. Serão beneficiadas cerca de 450 empresas inovadoras, com aportes que variam entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão. A previsão é que a FINEP, ao longo do programa, invista em 5 novos fundos por ano, com montantes entre R$ 4 milhões e R$ 4,8 milhões.
Como resultado da 1º chamada pública do Inovar Semente, realizada em outubro do ano passado, a FINEP possui atualmente três propostas de fundos de capital semente em fase final de aprovação. Juntos, pretendem investir R$ aproximadamente 30 milhões em cerca de 40 empresas. Há atualmente no Brasil apenas dois fundos de capital semente em operação, o que revela um vazio no apoio a projetos ainda em fase inicial, quando o risco do empreendimento não dar certo é maior, mas o crescimento pode ser exponencial.
Patrícia Freitas revela que a FINEP cada vez mais concentrará esforços na indústria de capital semente. “Temos 40 anos de tradição em apoiar pequenos empreendimentos de base tecnológica. É a área onde possuímos maior experiência e podemos fazer mais diferença” diz. “Queremos usar em seed money a mesma energia que dispensamos para estruturar e ajudar a consolidar o mercado de venture capital. Para isso, passaremos a realizar duas chamadas de capital semente por ano, em vez de apenas uma”, conclui.
Venture Capital
Apesar do foco hoje ser capital semente, o setor de venture capital não será deixado de lado. Prova disso é a realização da 8º Chamada de Fundos Inovar. A iniciativa, que tradicionalmente apóia apenas gestores de venture capital, pela primeira vez selecionará também fundos de private equity. A modalidade de investimento é voltada para empresas de médio porte que ainda não estão prontas para abrir capital na Bolsa de Valores. Das cinco propostas de private equity inscritas, quatro passaram pela pré-qualificação. Os fundos, de
Em relação aos fundos de venture capital, 10 se inscreveram e todos foram pré-qualificados. O tamanho dos fundos é de
Os fundos de PE e VC serão avaliados pelos parceiros formais da Incubadora e por instituições convidadas, como: Valia, BDMG, Eletros, Fachesf, Emprapa, Geap e a Colombia Capital.
A FINEP, sozinha, já comprometeu cerca de R$ 90 milhões em 11 fundos de venture capital. No total, GP Tecnologia, Stratus VC, Stratus VC III, SPTec, Rio Bravo Investech II, Novarum e CRP Venture VI aportaram recursos em 27 empresas inovadoras. Há ainda outros 4 fundos já aprovados e em fase de captação financeira. Todos foram selecionados nas sete edições anteriores da Chamada de Fundos Inovar, que recebeu um total de 79 propostas e realizou 32 due diligences. A expectativa é que, nos próximos três anos, cerca de 100 empresas inovadoras sejam beneficiadas.
Thursday ~ June 06, 2007 by Isaque Vieira MagalhãesPosted in Econômia|

