AEB apresenta tecnologia que reduzirá custo dos satélites nacionais
O Brasil está próximo de desenvolver uma tecnologia que vai baratear e tornar mais rápida a fabricação dos satélites nacionais. A Agência Espacial Brasileira (AEB) revelou as ações de construção de um módulo espacial que permitirá a construção de diversos satélites a partir de uma estrutura comum. Plataforma Multimissão Com capacidade para sustentar até 280 quilos e voar em órbitas de altitude entre 600 e 1,2 mil quilômetros, o módulo é chamado de Plataforma Multimissão (PMM). Comparada ao chassi do satélite, essa plataforma cabe em vários tipos de foguetes lançadores e serve como base para os tipos mais variados de carga - seja uma câmera para monitorar os desmatamentos na Amazônia ou um equipamento para fazer previsões meteorológicas. “A principal vantagem da plataforma será trazer versatilidade aos satélites brasileiros”, apontou o engenheiro do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Mário Quintino, coordenador do Projeto Plataforma Multimissão. Segundo ele, outra melhoria trazida pela PMM será a redução de custos na fabricação de satélites, já que o novo módulo será sempre o mesmo, independentemente da carga acoplada a ele. Satélites nacionais O engenheiro acrescentou que essa tecnologia é essencial para trazer agilidade ao programa espacial brasileiro, que pretende lançar um satélite por ano de Monitoramento da Amazônia Ele informou que o satélite Amazônia 1, que deverá ser lançado em 2010 e servirá para monitorar a ação do homem na floresta amazônica, contará com a PMM: “Os novos satélites estão sendo desenvolvidos de acordo com as necessidades do país e o combate ao desmatamento na Amazônia é uma de nossas prioridades”. A plataforma também será utilizada para carregar um radar que será acoplado a um satélite, projetado em conjunto pelo Brasil e pela Alemanha, que também atuará na vigilância da Amazônia. Diferentemente dos satélites fotográficos, que só conseguem registrar imagens de dia e com o céu limpo, o radar permite monitorar a floresta durante 24 horas. “Em testes com o radar pendurado em um avião, conseguimos detectar até uma mancha de óleo na água durante a noite”, destacou. Artigo por Wellton Máximo da Agência Brasil
Friday ~ July 07, 2007 by Isaque Vieira MagalhãesPosted in Desenvolvimento|

